Boletim nº 23 - 28 de Fevereiro de 2021

Escola Bíblica
Forma e Conteúdo

Pr. Renato Prates

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Fonte: Arquivos Toronto / Revista IntraMuros

Desde sua fundação em 1780 por Robert Raikes, a Escola Bíblica Dominical (EBD) que buscava atender somente as crianças passou também a ensinar adultos, como eu e você, e o fez com sucesso até o Século XX, onde a sociedade passou por profundas transformações, como por exemplo, a migração das populações rurais para a cidade; a saída da mulher para também enfrentar as demandas do mercado do trabalho, juntamente com os maridos; e o advento do ativismo contemporâneo, que reduziu o tempo doméstico e a dedicação das famílias a atividades eclesiásticas, que se tornaram eletivas. Ou seja, em vez de participarem de dois estudos bíblicos semanais, geralmente as quintas e domingos, elas passaram a escolher entre um ou outro.

Outras famílias resolveram substituir o domingo pela manhã na EBD, por um tempo de lazer familiar, o que contraria nossos princípios de liturgia, mas que se tornou a única opção para um lar tão atarefado durante a semana. Outro detalhe importante, é que a partir da década 90, os chamados “Cultos Infantis” ou “Mensagens Infantis” durante o culto vespertino, se por um lado ofereceram um importante recurso didático para as crianças, que não compreendiam a linguagem erudita dos pregadores, por outro lado, passou a repetir o mesmo ensino e o mesmo material didático que era ofertado na Escola Dominical, mas uma vez, conduzindo inconscientemente as famílias da igreja a optarem pela reunião mais confortável para elas visitarem a igreja, o Culto Vespertino, esvaziando ainda mais a EBD.

 

Lideranças cristãs mais observadoras resolveram adotar medidas estratégicas para amenizar o problema do esvaziamento da EBD. Algumas encerraram definitivamente os trabalhos; outras resolveram realizar a EBD antes do Culto Vespertino ou Matutino; algumas resolveram realizar uma junção das duas atividades dominicalmente. Contudo, o grande problema enfrentado neste repensar desta programação de ensino, está entre sua FORMA X CONTEÚDO. Será que estamos mais preocupados com a forma da EBD ou com o seu conteúdo?

 

 Se nossa preocupação for a forma, poderemos cair no erro do tradicionalismo religioso, de se manter uma programação única, no mesmo dia e horário, somente porque nossos antepassados assim estabeleceram, numa época, região e cultura totalmente diferentes da nossa. Tradicionalismo nada tem a ver com tradição. Tradicionalismo é religiosidade e apego sem sentido a um costume religioso, sob o pretexto de que “sempre foi assim”, então devemos manter assim, sem qualquer respaldo bíblico para isto. A tradição é boa, quando atrelada às Escrituras e submetida à mente de Cristo, que é sempre renovada! Se formos tradicionalistas religiosos, nos esforçaremos para que a EBD seja mantida nos moldes de 100 anos atrás, no mesmo dia, horário e metodologia, mesmo que apenas 1/3 dos membros a estejam frequentando regularmente. Se formos tradicionais, manteremos o povo de Deus em estudo constante das Escrituras, mesmo que não seja no domingo pela manhã. Afinal de contas, não existe uma ordem expressa na Bíblia para a criação de uma EBD fixa! Os crentes se reuniam diariamente de casa em casa, conforme registra o livro de Atos dos Apóstolos.

 

Quando nossa preocupação é o conteúdo da EBD e não a forma, teremos mais chances de ter sucesso, conduzindo o rebanho a estudos bíblicos semanais sistemáticos, tanto em comunidade, quanto também individualmente, já que este é o papel da EBD. Portanto, se encontros bíblicos matutinos semanais se tornaram difíceis para ocorrer e acabam por sobrecarregar os poucos mestres que temos na igreja, além de desperdício de conteúdo, já que aquele livro ou lição poderia ser aplicada em outro dia e horário para um grupo maior de irmãos, por que não fazer isso?

 

Atualmente nossa igreja tem oferecido todos os estudos que estariam disponíveis na Escola Dominical, através de suas células semanais: Na terça, temos a célula de discipulado para novos crentes, ou a antiga classe de catecúmenos; na quarta, temos a célula das mulheres e dos adolescentes; na quinta, a célula dos homens; na sexta, a reunião de oração pela manhã e a célula das crianças, que por sua vez, utilizam o material infantil da EBD. Estas células devem se reunir em oração, mas também em estudo bíblico, com material supervisionado pelo pastor da igreja, como ocorre na EBD. Estima-se que tenhamos cerca de 80% dos membros maiores e menores envolvidos nestes ministérios, o que é uma raridade para uma EBD tradicional. Então, se a questão é o conteúdo e não a forma, estamos cumprindo o papel da Escola Bíblica. Além disso, quando as crianças retornarem ao culto dominical, elas continuarão a receber o ensino das Escrituras, nos moldes da Escola Bíblica Dominical.

 

Não desejamos menosprezar o legado da EBD, mas sim chamar a atenção para uma realidade quase invisível para muitos líderes e crentes: um apego a um formato e não ao conteúdo. Muitas igrejas que conhecemos mantém a EBD apenas por tradicionalismo e encontram-se com seus bancos vazios no domingo pela manhã. Muitas delas não conseguem desenvolver o ministério celular durante a semana, o que dificulta ainda mais o aprendizado dos crentes. Temos conversado com diversos pastores, presbíteros e membros de igrejas que confessam que a EBD de suas igrejas não funciona, mas não tem a iniciativa ou o apoio necessário dos próprios membros ou da liderança, para realizar uma mudança radical e produtiva no ensino da igreja.

 

Por outro lado, temos observado dentro e fora do Brasil, que há inúmeras igrejas que repensaram o formato tradicional de ensino bíblico de suas comunidades, vivenciando a atmosfera de crescimento espiritual que nunca experimentaram antes. Nestas igrejas, os adultos recebem um ensino consistente através dos sermões dominicais, enquanto as crianças são doutrinadas com materiais didáticos de altíssima qualidade no Culto Infantil. Durante a semana as células e ministérios assumem o papel de aprofundar o ensino dos crentes, através de seus encontros cuidadosamente agendados. Assim, os crentes não ficam aprisionados em quatro paredes, mas também cumprem o ide do Senhor Jesus, de casa em casa!

 

Esta é a perspectiva pela qual a nossa igreja surgiu há dez anos. Ela surgiu para ser uma igreja diferente! Com isto, não pretendemos apresentar alguma novidade que fira os conceitos mais santos das Escrituras Sagradas; mas sim, desenvolver uma mentalidade transformada pela mente de Cristo Jesus, o cabeça da Igreja.

 

Estaremos sempre submissos ao que o Senhor da Obra requer de nós, e o que ele deseja neste momento é a restauração do Seu povo, do Seu Culto, da sua Casa de Oração! É exatamente isto que estamos realizando como liderança do seu rebanho! Estamos reedificando a Obra do Senhor, a começar pelos seus princípios mais fundamentais, tudo a seu tempo: Do simples para o complexo!

Isaías 57 - Prática da PiedadeQuarta Palavra
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Pedidos de Oração

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Pelo fim da pandemia.

Pela chegada do Rev. Renato e Juliana.

Pelo Conselho.

Pela Junta Diaconal.

Pelos Ministérios da Igreja.

Pelos enfermos.

Pelos desempregados.

Pelas Missões.

Pela cidade de Macaé.

Pelo Estado do Rio.

Pelo Brasil.

Pelos afastados do Evangelho.

Pelos novos crentes.

Pelos perdidos.

Renião de Oração

Toda Sexta-feira, 6:00 h

Responsáveis:

Presb. Anderson

Cláudia

Lucília

Fevereiro

28/02 - Glaucéli Louzada

​28/02 - Luciane Ribeiro

Março

04/03 Arthur Costa Cavalcante Faria
06/03 Andrea da Costa Cairus
08/03 Lucilia Rodrigues Amorim
09/03 Danilo Feijo de Oliveira
10/03 Roberta Armond
27/03 Ana Carolina Bersot
29/03 Maria do Socorro P. L. Ribeiro
31/03 Debora Maciel de Souza Lucas

Durante o período da pandemia o pastor da igreja tem estado disponível para aconselhamentos e reuniões em geral, pelo telefone e internet.

Se você tem alguma necessidade específica procure o pastor da igreja para ser atendido adequadamente. Você pode fazer isto pessoalmente ou através do telefone: (22) 98124-4283.

Por enquanto, as visitações nos lares e atendimentos presenciais no gabinete estão suspensos, por conta da pandemia.

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