Boletim nº 35 - 23 de Maio de 2021

Podemos Julgar Nossos Irmãos?

por Rev. Renato Prates

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Imagens (CC)

Uma questão que de vez em quando surge em nossos arraiais cristãos diz respeito ao fato se podemos ou não podemos julgar nossos irmãos em Cristo, e até mesmo a outras pessoas do nosso convívio social. Basicamente, nos dividimos em dois grupos quando tratamos desta questão: Aqueles que acreditam que podem e devem julgar sim o comportamento de uma outra pessoa e aqueles que dizem que não deveríamos fazê-lo. Qual seria então a resposta bíblica a esta questão?

 

            Um dos versículos mais usados para fundamentar a ideia do grupo que aceita o julgamento entre pessoas está registrado em Mateus 7.16: Pelos seus frutos os conhecereis. É possível alguém colher uvas de um espinheiro ou figos das ervas daninhas? Como base neste versículo isolado, algumas pessoas afirmam que deveríamos sim julgar os frutos uns dos outros, já que precisamos discernir entre o bom e o mau fruto, entre o verdadeiro e o falso crente.

 

            Todavia, o que ocorre aqui é o que podemos chamar de um básico equívoco exegético ou interpretativo do texto, pois quando isolamos um determinado versículo, sem considerar seu contexto ou sua mensagem na totalidade, corremos o risco de interpretá-lo ao nosso gosto ou entendimento, distorcendo o seu sentido original. Quando olhamos para a perícope de Mateus 7.15-24, percebemos que o Senhor Jesus não está tratando das relações fraternais entre irmãos na fé, ou até mesmo das relações intersociais que podemos desenvolver com nossos familiares, amigos e conhecidos. Na verdade, o texto é um alerta de Cristo sobre os falsos profetas, que não só surgiriam no futuro, mas que já existiam no primeiro Século do Cristianismo.

 

            Foi com o intuito de nos preparar para discernir o falso profeta do verdadeiro, o falso ensino do fiel as Escrituras que Cristo anunciou: “Pelos frutos se conhece a árvore”. Neste sentido devemos observar os frutos daquele que se autoproclama profeta, observando sua fidelidade às Escrituras, tanto no que fala, quanto no que vive. Se ele ou ela estiverem divergindo em palavra ou em ação do que foi escrito para nossa orientação na Palavra de Deus, ele deve ser rejeitado veementemente por nós. Portanto, podemos dizer que de fato há um julgamento que devemos realizar sempre, no tocante a proclamação fiel das Escrituras Sagradas, por quem quer que seja: Pastor, Sacerdote, Pregador, Líder Ministerial, Profeta ou Profetiza!

 

            O segundo grupo de pessoas geralmente se fundamenta na passagem de Mateus 7.1-5, para declarar que não podemos julgar nosso próximo. Reparem que os dois grupos se utilizam do mesmo livro e capítulo das Escrituras para defenderem pontos divergentes. Pois bem, em Mateus 7.1-5 lemos:

 

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós. E por que reparas tu no argueiro que está no olho do teu irmão, e não vês a trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, estando uma trave no teu? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e então cuidarás em tirar o argueiro do olho do teu irmão.

 

Há muito o que dizer sobre este texto, mas não queremos fugir da resposta à pergunta inicial: Podemos ou não Podemos Julgar os irmãos?

 

O versículo 1 é enfático ao declarar: “Não julgueis e não sereis julgados”. Neste texto Jesus quer nos ensinar algo totalmente diferente do texto sobre os falsos profetas. Lá precisamos julgar as ações dos enganadores e mentirosos; aqui, não devemos ser juízes dos comportamentos dos nossos irmãos, para também não sermos julgados.

 

Você já reparou que quando nos preocupamos demais com a vida moral de nossos irmãos, nós nos esquecemos de avaliar a nossa vida? É isto que Jesus nos ensina neste texto, quando Ele diz que devemos primeiro tirar a trave que está em nossos olhos, para depois tentar ajudar o nosso irmão com o cisco que está no dele. Trave aqui significa um empecilho ou algo que nos atrapalha a visão. Neste caso, a visão de nós mesmos, dos nossos pecados e limitações. Quando olhamos sinceramente para dentro de nós, percebemos que não há qualquer condição de julgar os outros! Neste sentido, não temos autoridade para julgar quem quer que seja!

 

Todavia, como a igreja deve lidar com um irmão moralmente culpado? Devemos ignorar o pecado na igreja e deixá-lo destratado, somente por que não devemos julgar nossos irmãos?

 

A resposta mais uma vez nos é conferida por Jesus, que nos ensina um terceiro tipo de julgamento – O Tribunal Eclesiástico (Mateus 18.15-17). Ali, quando uma demanda não é resolvida através de uma confrontação direta e amistosa entre dois irmãos, a mesma é levada a testemunhas para depoimento – um tribunal. Devemos compreender que se há tribunal, há também julgamento. Neste sentido a demanda ou pecado devem ser julgados por autoridades cristãs que darão o seu parecer final à Congregação, caso a situação se arraste a este ponto. Temos aqui, portanto, um julgamento organizado e padronizado pela Escrituras, para se conduzir um conflito ou ato ofensivo a um desfecho justo para uma comunidade cristã viver em paz.

 

Como vimos nesta breve exposição, a resposta para a pergunta se devemos ou não julgar os nossos irmãos encontra pelo menos contextos: No contexto condenatório, não devemos fazê-lo. No contexto eclesiástico, cabe a autoridades eclesiásticas conduzir o que não conseguimos resolver francamente.

 

Em relação à Pregação da Palavra, devemos sempre julgar o discurso, como faziam os crentes de Beréia com relação a pregação apostólica. (Atos 17.11-12). O discurso vem antes do Profeta!

Sobre a MorteQuarta Palavra
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