Boletim nº 52 - 12 de Setembro de 2021

ATOS 2.1-4

​"REVESTIDOS DE PODER PARA PREGAR"

por Rev. Renato Souza Prates

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            Como devemos nos equipar para a Missão de Deus?

            Sabemos que a capacitação pessoal de cada cristão, o treinamento teológico e os recursos materiais são extremamente importantes quando pensamos em realizar um projeto missionário. Contudo, eles serão inúteis se não tivermos uma ferramenta fundamental, que está presente em Atos 2 – O Poder do Espírito Santo sobre nós!

O CONTEXTO DA DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

            Através do discurso de Pedro em Atos 2.14, percebemos que o derramamento do Espírito era uma promessa antiga, registrada em Joel 2.28-29: “E acontecerá, depois, que derramarei o meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos velhos sonharão, e vossos jovens terão visões; até sobre os servos e sobre as servas derramarei o meu Espírito naqueles dias.”

            Atos 1.8 registra a confirmação desta promessa por Jesus para a sua igreja de cerca de 120 crentes em Jerusalém: “Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra”.

            Esta promessa seria fundamental para que a igreja cumprisse sua missão de pregar o evangelho e representa não uma progressão por ordem de prioridade na pregação, mas uma ação simultânea que incluía ao mesmo tempo “Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra”. Repare na expressão “tanto” no versículo, indicando esta simultaneidade. Ou seja, ao mesmo tempo a igreja pregaria em sua cidade natal, sem se esquecer de pregar a outros povos.

A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO (1-2)

            Pentecostes ocorreu 10 dias depois da ascensão de Cristo aos céus e era uma grande festa judaica, que ocorria 50 dias depois da Páscoa e reunia judeus dispersos por diversos povos em Jerusalém. Esta festa celebrava as colheitas, onde os primeiros frutos do trigo eram dedicados ao Senhor! (Nm 28.26)

Mal sabiam seus participantes que a mais importante colheita de suas histórias aconteceria naquela ocasião...

            Pentecostes também marcava o dia da chegada da lei para Israel, era chamado diversas vezes de “Dia da Lei”. Em Atos 2, ele marcará o “Dia do Espírito Santo”.

            É importante lembrar que o Espírito Santo não era estranho aos profetas do período do Antigo Testamento e nem aos discípulos de Jesus, que experimentaram diversas operações dEle, incluindo o dia do batismo do Mestre (Mt 3.13), quando ele desceu dos céus em forma de pomba. Mas em Pentecostes, esta descida seria inteiramente diferente, porque Ele agora viera representar a Cristo e capacitar sua igreja definitivamente para a Missão!

 O PODER DO ESPÍRITO VEM SEMPRE NO TEMPO CERTO SOBRE NÓS

            Pentecostes era o tempo certo. Por quê?

  1. A igreja estava reunida e pronta! – Precisamos estar reunidos, num só corpo, para sermos revestidos de poder!

  2. As estradas romanas possibilitavam o acesso a diversos paises do mundo conhecido – Atualmente temos outros acessos bem mais inteligentes através da tecnologia! A plataforma Zoom, nossas redes sociais, whatsapp, site e canal do youtube promovem a difusão do Evangelho numa escala inimaginável.

  3. A cidade de Jerusalém estava cheia de estrangeiros que, após receberem a conversão, foram missionários nas suas próprias terras – Macaé é sempre um atrativo para muitos estrangeiros, seja para trabalho ou para turismo!

            Por isso, precisamos urgentemente que o Espírito de Deus sempre seja derramado sobre nós, para cumprirmos sua missão!

 

O DOM DE LINGUAS (3-4)

            Chegamos à parte mais controversa de Atos 2. É possível que você já estivesse esperando por esta explicação! Será que o pastor vai tocar neste ponto? Será que ele vai dizer que precisamos falar em línguas para demonstrar que somos cheios do Espírito? Será que ele vai falar em línguas? Todas estas perguntas são previsíveis e normais.

            Precisamos entender que existem algumas interpretações sobre o dom de línguas de Atos 2 a considerar:

1. A interpretação Pentecostal diz que o dom de línguas é a evidência “sine qua non” que comprova que alguém foi batizado com o Espírito Santo. Para eles, esta é uma segunda bênção, que vem depois da conversão ou junto com ela. Na interpretação deles, todo o crente deve falar em línguas! Quais os problemas desta interpretação?

a) Primeiro, a bíblia não garante que todo crente falará em línguas. Quando lemos 1 Coríntios 12, 13 e 14 percebemos que há uma listagem de diversos dons espirituais, que Deus distribui como quer. Em nenhum momento o Apóstolo Paulo diz que todos falarão em línguas, mas que uns falarão em línguas e outros receberão outros dons.

Na verdade, existem 12 citações sobre o derramamento do Espírito Santo nos Evangelhos e em Atos, sendo que apenas 3 destes textos incluem o dom de línguas como sinal deste derramamento: Atos 2.4; 10.44-46 e 19.6. Nos demais 9 textos, o Espírito é prometido ou derramado, mas não há dom de línguas.

b) Segundo, na interpretação pentecostal haveria a chamada “língua dos anjos”, citando I Coríntios 13, onde Paulo se utiliza de uma hipérbole, um exagero proposital para dizer que o amor é maior do que qualquer dom. Este trata-se de um texto poético e não literal.

No texto de Atos 2, as línguas faladas por aqueles 120 crentes, foram perfeitamente compreendidas pelos povos que estavam em Jerusalém, que se surpreenderam com Galileus iletrados falando em suas línguas, sem nunca terem estudado! Isto indica que de fato eles foram capacitados sobrenaturalmente para pregar em idiomas humanos, e não para falar em línguas estranhas.

2. A outra interpretação, que inclui comentaristas reformados, afirma que o dom de línguas ocorreu de fato no período apostólico, mas cessou depois deste período, não sendo acessível mais a nenhum crente depois desta era. Esta interpretação é chamada de cessacionista e também apresenta alguns problemas:

a) Se admitirmos que os dons de línguas cessaram porque foram úteis apenas no período apóstólico, então como entenderíamos o versículo 39 de Atos 2, que diz que o Espírito foi derramado não somente sobre aqueles 120 crentes, mas a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar?

b) Todas as vezes que o apóstolo Paulo fala dos dons, ele liga a cessação dos mesmos à segunda vinda de Cristo. Em 1 Coríntios 1:7 lemos: “De maneira que nenhum dom vos falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”. 

c) Durante toda a história, a começar pelo pais da igreja  Justino, Irineu e Tertuliano, grandes teólogos sempre afirmaram que os dons espirituais estavam presentes na igreja.

3. A última interpretação sobre o dom de línguas vem por parte dos Continuistas, que admitem que os dons sempre continuaram na vida da igreja, baseados nos argumentos contrários apresentados contra os cessacionistas.

            Atualmente, comentaristas e pregadores reformados como o próprio John Stott, considerado o maior exegeta do Século XX, Wayne Grudem, John Piper e o próprio Rev. Hernandes Dias Lopes, afirmam a continuidade dos dons na vida da igreja, embora Calvino seja considerado cessacionista em seus comentários.

            Devemos lembrar que embora concordemos com grande parte do pensamento de Calvino, ele não deve ser considerado inerrante ou superior às Escrituras. Como também não são inerrantes os nossos símbolos de fé. Por exemplo, a confissão de fé de Westminter afirma que a Besta do Apocalipe era o Papa, quando na verdade ainda estamos aguardando sua manifestação.

            Ainda se tratando de continuidade dos dons, também não podemos esquecer das experiências subjetivas de cada crente que recebeu dons espirituais e os utiliza para a glória de Deus.

            Com isto, não estamos ensinando um pentecostalismo desordeiro, onde muitas vezes os dons são utilizados mais para a glória humana e confusão, do que para a glória de Deus. Apenas estamos afirmando que o Espírito Santo distribui os dons como ele mesmo quer, a cada um de nós, para um fim proveitoso! Ele é soberano!

            Acredito que nossa postura deva ser a do Apóstolo Paulo em 1 Co 14.18-19: “Dou graças a Deus, porque falo em outras línguas mais do que todos vós. Contudo, prefiro falar na igreja cinco palavras com o meu entendimento, para instruir outros, a falar dez mil palavras em outra língua”.

            De acordo com Atos 2, a igreja foi capacitada pelo Espírito Santo para anunciar as maravilhas de Deus através dos idiomas daqueles povos que estavam em Jerusalém. Eles não falaram em línguas porque aqueles povos não entendiam o hebraico ou galileu. As línguas foram um sinal de que Deus estava chamando o seu povo para pregar a todas as línguas, raças e povos! O que de fato aconteceu somente a partir daquele momento, iniciando em Jerusalém e atingindo o mundo inteiro até os dias atuais!

O ESPÍRITO CAPACITA SUA IGREJA PARA A MISSÃO INTERCULTURAL

            Assim como aqueles 120 crentes foram capacitados a anunciar a Cristo para diversas nações, O Espírito Santo também deseja nos capacitar para pregar a todos os povos!

            Neste sentido, Macaé sempre se configurou como uma boa oportunidade de pregação, não somente para brasileiros, mas também para pessoas da América, Ásia, África, Europa e Oceania, que nas últimas décadas vieram trabalhar em nossa cidade.

            Algumas poucas igrejas já tentaram realizar cultos em inglês, percebendo esta necessidade, mas deixaram o projeto. Acredito que o Senhor esteja convocando nossa igreja para este desafio intercultural, que se realizará muito em breve, com um culto totalmente em inglês, para alcançar e atender estrangeiros em Macaé, como em todo o mundo através das nossas transmissões online.

 

O RESULTADO (5-41)

            Como resultado do derramamento do Espírito acontecem 4 fatos importantes:

1. Admiração – Muitos visitantes estrangeiros em Jerusalém se admiraram, porque aqueles irmãos estavam falando em línguas que eles não conheciam.

2. Zombaria – Como sempre, os escarnecedores diziam que eles estavam embriagados.

3. O discurso de Pedro – Pedro, cheio do Espírito se levanta e faz um discurso, com o apoio dos 11 Apóstolos, incluindo Matias. Este discurso:

a) Rebate as críticas dos escarnecedores de que os crentes estariam embriagados, à terceira hora do dia, ou 09 horas da manhã.

b) Aplica o acontecimento à profecia de Joel 2.28-29 sobre o derramar do Espírito.

c) Apresenta a Jesus como o Messias, cumprindo as profecias do Antigo Testamento, e como o Doador do Espírito Santo.

4. O crescimento da igreja - Quase 3 mil pessoas recebem a Jesus como seu Salvador e são batizadas naquele dia. Alguém já disse que Pedro cheio do Espírito Santo pregou apenas um sermão e 3 mil pessoas se converteram, mas que hoje em dia, são necessários 3 mil sermões para que alguém se converta!

 

O PODER DO ESPÍRITO É QUEM PRODUZ RESULTADOS NA MISSÃO DA IGREJA

            Como dissemos na introdução deste sermão, a igreja pode estar muito bem aparelhada com recursos financeiros, um bom lugar de culto, pessoas treinadas e habilitadas e muita disposição inicial, mas se não tiver o poder do Espírito sobre ela, nada acontecerá!

            Mas alguém pode dizer: Nós já não temos o Espírito Santo sobre nós, por que ainda temos que buscar alguma coisa?

            A palavra do Senhor é clara em Efésios 5.18: “E não vos embriagues com vinho em que há contenda; mas enchei-vos do Espírito”. A palavra grega para “enchei-vos” aqui indica uma ação continuada, dando a ideia de que devemos nos encher do Espírito constantemente!

            Por isso, igrejas e crentes que uma vez foram cheios do Espírito, acabam se esvaziando dEle por deixarem de buscá-lo!

            O Apóstolo Paulo declara em 1 Coríntios 3.6 diz: “Eu plantei, Apolo regou, mas o crescimento veio de Deus”.

CONCLUSÃO

            Hoje ouvimos a voz de Deus através de Atos 2, que nos ensina que:

            O PODER DO ESPÍRITO VEM SEMPRE NO TEMPO CERTO SOBRE NÓS

            O PODER DO ESPÍRITO CAPACITA SUA IGREJA PARA A MISSÃO INTERCULTURAL

            O PODER DO ESPÍRITO É QUEM PRODUZ RESULTADOS NA MISSÃO DA IGREJA

A Presença de Deus, a maior necessidade da IgrejaQuarta Palavra
00:00 / 42:14

Aos domingos, as mensagens são diferentes, selecionadas de outras fontes. Hoje, uma palavra de exortação do Reverendo Hernandes Dias Lopes sobre a maior necessidade da Igreja, a presença de Deus.

Pedidos de Oração

​​​

Pelo fim da pandemia.

Pela chegada do Rev. Renato e Juliana.

Pelo Conselho.

Pela Junta Diaconal.

Pelos Ministérios da Igreja.

Pelos enfermos.

Pelos desempregados.

Pelas Missões.

Pela cidade de Macaé.

Pelo Estado do Rio.

Pelo Brasil.

Pelos afastados do Evangelho.

Pelos novos crentes.

Pelos perdidos.

Renião de Oração

Toda Sexta-feira, 6:00 h

Responsáveis:

Presb. Anderson

Cláudia

Lucília

08/09 Dinazil de Souza Gomes Domingos

09/09 Bruno da Cruz Santos

11/09 Marcos Ramos Lucas

14/09 André Medeiros Armond

24/09 Claudia Gomes Pregione

26/09 Josemar Tadeu Fuligne Ferreira

27/09 Breno Ferreira Clen Pregione

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